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Família Leal

Dª Ana Joaquina Lopes Leal 

                 Estátua de homenagem à benfeitora Dª Ana Joaquina Lopes Leal.

     

Família Leal foi uma família de benfeitores da freguesia da Pousa.

     

A lista completa dos elementos desta família é a seguinte.

 

                  D. Ana Lopes Leal (N. 28-05-1851 – F. 07-02-1934)

                  D. Maria Tereza Lopes Leal (N. 1859 – F. 07-09-1936)

 

              António Lopes Leal

 

 

                      António Lopes Leal (N. 12-11-1856 – F. 1-04-1912)

 

 

               

 

               D. Ana Joaquina Lopes Leal (N. 1864 - F. 11-07-1949)

 

        

 

                   Acima, da esquerda para a direita: Alice da Costa Leal (esposa),

                   MANOEL LOPES LEAL, Elvira Lopes Leal (filha).

                   Abaixo: da esquerda para a direita: Arnaldo Lopes Leal (filho),

                   Alice Lopes Leal (filha), Oscar Lopes Leal (filho), Gastão Lopes Leal (filho),      

                   Guilhermina Lopes Leal (filha) e Roberto Lopes Leal (filho). 

 

          Manuel Lopes Leal (N. 09-11-1861 - F. 11-05-1930)

 

    

A Família Leal tem uma longa lista de obras de benfeitoria das quais constam a ajuda na construção da Igreja Paroquial actual, a doação do terreno onde se encontra a Escola Primária actual, a ajuda na restauração da Capela, a oferta da pia baptismal que se encontra na Igreja e a doação de verbas para construção de caminhos, calçadas e muros por toda a freguesia.  

 

Eram filhos de JOÃO LOPES LEAL (também conhecido como JOÃO JOAQUIM LEAL) e THEREZA MARIA, oleiros, sendo avós paternos ANTONIO LOPES LEAL e LEONARDA  CARNEIRO e avós maternos, SABÁZ JOSÉ (também conhecido como SEBASTIÃO JOSÉ) e ÚRSULA LOPES.  No assento que certifica o nascimento de ANTONIO LOPES LEAL em 12-11-1856, emitido em 23-05-1892 pelo pároco de então, da Freguesia de Pousa, Paulino José Fernandes Ribeiro, consta ser filho de JOÃO JOAQUIM LEAL, quando o nome verdadeiro é JOÃO LOPES LEAL.  

 

              

                             António Lopes Leal (jovem)

 

Na edição Ano 20 - nº 1028, de sábado – 13 de Novembro de 1909, do jornal “O Commercio de Barcellos”, vem na primeira página um preito à benemerência que incluí o Visconde de Soutello e António Lopes Leal, a qual vou transcrever aqui:

 

“O Commercio de Barcellos vem associar-se, com o maior entusiasmo, á justíssima e sincera manifestação de agradecimento, á merecida e bem cabida saudação que a digna Mesa da Santa Casa da Misericórdia tributou aos três illustres barcellenses, cujos retratos honram hoje a nossa primeira página.

Todas as homenagens, todo o nosso preito de admiração e carinho para os nossos queridos patrícios, que nada tendo recebido ou ganhado em o nosso meio, e possuidores de forntuna pelo justo galardão de seu mérito, das suas excelentes qualidades, não ficam insensíveis ás necessidades dos pobres, dos doentes, da sua terra, e, ao contrário, abrem o seu magnânimo coração, aos impulsos da mais santa caridade, concedendo valiosos donativos para abrigo e protecção dos infelizes, dos desfavorecidos da fortuna.

A bondade, o caracter, o talento, são dos brazões que mais enobrecem o homem e se a sociedade consagra os que se distinguem pelo talento, não menos dignos são do respeito e admiração dos seus concidadãos, os que se destacam pelos aerysolados sentimentos de humanidade, os que adoçam e suavizam as agruras e as infelicidades do seu semelhante, os que nutrem no peito o culto sagrado do bem, os que, repelindo para longe de si o criminoso egoísmo que procura só o bem estar próprio, pensam nas dôres, na doença, na decrepitude e na probreza de tantos e cuidam de minorar, pelos meios ao seu alcance, a triste sorte da grande legião dos desvalidos.

Pois bem. Aqui estamos a cumprir esse grato dever.

E singela e modesta homenagem, em si. Mas deve ser consoladora e agradável aos que a recebem, porque com ela vã, as vibrações enternecidas de todos os que tenham um coração bondoso, com ella vão as lágrimas de alegria e reconhecimento dos pobres, dos doentes, dos inválidos, com ella vão as benções de todos, a estima, io afecto, a veneração da geração presente e da geração futura, que há-de vêr perpetuada a grande obra de tão respeitáveis varões.

Do Sr. Visconde de Soutello recebeu já a a misericórdia a quantia de um conto de reis, como aqui referimos.

Do Sr. Neiva recebeu, no último sabbado, por intermédio do Sr. Leal, também um conto de reis, e mais vinte mil reis para melhorar o jantar dos velhos do Asylo no dia da entrega do seu donativo.

E do Sr. Leal, outro conto de reis que por sua exª agora completou.

São, por tanto três contos de reis que a Misericordia recebeu d'estes respeitaveis barcelenses, destinados ás obras que a mesa projectou realizar, o quanto basta dizer para justificar a homenagem que agora lhes foi prestada.          

   

   Nunca é demais agradecer o que esta família generosa fez pela nossa freguesia. A capacidade de mudar o mundo para melhor, ajudando as pessoas da comunidade, não está presente em toda a gente, só em pessoas de espírito nobre e solidário. Esta família tinha tudo para viver de forma luxuosa e descontraída, mas no entanto escolheu ser solidária com a nossa freguesia, investindo grande parte da sua fortuna para melhorar as condições de vida de toda a população da Pousa. Actualmente devem ser um grande exemplo para todas as pessoas que têm posses para fazer pelo menos uma pequena fracção do que esta família fez, mas não o fazem porque não têm o mesmo espírito de generosidade e solidariedade para com o seu próximo.

 

PATRIMÓNIO E ORIGEM DA FORTUNA

 

O património e fortuna da família LEAL tem origem nos irmãos ANTONIO LOPES LEAL e MANUEL LOPES LEAL que muito jovens ainda, como tantos outros patrícios, inclusive o próprio Visconde de Soutello, imigraram ao BRASIL para tentar a sorte. Aportaram na cidade de Santos e ali começaram a grande caminhada, com muito trabalho, dedicação e renúncia. Foram perseverantes, venceram e, tal como o Visconde, foi lá no Brasil que enriqueceram!

 

ANTONIO LOPES LEAL, quando já homem rico, retornou a Portugal, tornando-se, em sua terra natal, figura expressiva, muito contribuindo para melhorias na Freguesia de Pousa e para a Santa Casa de Barcelos, isto, dentre outras benemerências. MANUEL LOPES LEAL casou-se com ALICE DA COSTA LEAL e ficou no Brasil. Constituiu família, tornando-se um reconhecido industrial na cidade de Jacareí, Estado de São Paulo, um dos pioneiros na fabricação de meias femininas. Muitas vezes retornou ao Portugal, aqui permanecendo por expressivo período, inclusive, sua filha caçula, de nome ALICE, nasceu no Porto. Não se esqueceu jamais de sua terra natal, da Freguesia em que nasceu, de suas irmãs e irmão, contribuindo substancialmente para as melhorias na Freguesia de Pousa, através de verbas que enviava ou trazia pessoalmente aos irmãos. Muito contribuiu para as melhorias desta Freguesia. Com o falecimento do irmão ANTONIO LOPES LEAL, MANUEL LOPES LEAL, esteve em Braga, contratando os serviços de um industrial de Braga, de nome Arthur Teixeira da Silva, morador no Campo de Sant´Anna, cidade de Braga, em 21 de outubro de 1912 para que construísse o jazigo da FAMÍLIA LEAL, em forma de capela, com oito catacumbas, sendo quatro de cada lado, em mármore italiano (carrara), tal como tinha visto um no cemitério de Braga pelo preço ajustado à época em UM CONTO QUINHENTOS E OITENTA MIL RÉIS, jazigo este, onde suas irmãs e irmão encontram-se sepultados.

MANOEL LOPES LEAL, que era industrial de destilação de álcool e açúcar no Brasil, fundou e foi sócio proprietário da S.A, Jacarehy Industrial – SAJI, fundada em 16/11/1911, com máquinas importadas da Alemanha.

A Fábrica de Meias Elvira assim como a Fábrica de Meias Alice foram os últimos empreendimentos de MANOEL LOPES LEAL no Brasil. Construída em 1915, recebeu o nome de sua filha mais velha, Elvira, e estava localizada na Rua do Meio com fundos para a Rua do Carmo (atuais Rui Barbosa e Pompílio Mercadante), na cidade de Jacareí/SP.

(Brevemente novas actualizações)

 

 

Fontes: 

 

Luiz Haroldo Gomes de Soutello (neto do Visconde de Soutello).

 

Jornal “O Commercio de Barcellos”, edição do Ano 20 - nº 1028, sábado de 13 de Novembro de 1909.

 

Luís Arnaldo Leal (descendente da família Leal), bisneto de MANOEL LOPES LEAL que fez a investigação, juntou documentos e disponibilizou cópia dos mesmos. O texto de "DO PATRIMÓNIO E ORIGEM DA FORTUNA DA FAMÍLIA LEAL" é da autoria deste descendente, bem como as fotos e as datas de nascimento de Manoel Lopes Leal e a informação genealógica da Família Leal.           


 

Alterações no Executivo da Junta

 

Alterações na Assembleia de Freguesia

 

Mensagem do Presidente